Rio planeja abrir 5,1 mil novas vagas no sistema prisional até 2028

Rio planeja abrir 5,1 mil novas vagas no sistema prisional até 2028

Acordo entre Governo do Estado, Polícia Penal, Ministério Público e Defensoria prevê novos presídios e investimentos de R$ 173 milhões já na primeira etapa

O Governo do Estado do Rio de Janeiro firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para ampliar a capacidade do sistema prisional fluminense e enfrentar o déficit histórico de vagas. O acordo foi assinado nesta quinta-feira (17) pelo Estado, pela Secretaria de Polícia Penal (Seppen), pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública.

O planejamento prevê investimentos ao longo dos próximos três anos e a construção e ampliação de unidades prisionais. A meta é acrescentar 5.128 vagas ao sistema até o fim de 2028, dentro das diretrizes do Plano Pena Justa, coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

O planejamento prevê a construção e ampliação de unidades prisionais

A primeira etapa do acordo prevê a conclusão das obras do Presídio Bangu 11, no Complexo de Gericinó, em Bangu. A unidade deverá acrescentar 500 vagas ao sistema, com previsão de entrega para dezembro deste ano. O investimento é de R$ 33 milhões, provenientes do Fundo Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Também está prevista a construção de duas novas unidades prisionais no Complexo de Gericinó. Juntas, elas deverão disponibilizar outras 1.280 vagas. O investimento estimado é de R$ 140 milhões, dividido entre os governos estadual e federal: R$ 70 milhões de cada.

Medidas para reduzir a falta de vagas

Com a ampliação planejada, o Estado busca reduzir a pressão sobre um dos problemas históricos do sistema penitenciário: a insuficiência de vagas. Atualmente, o Rio de Janeiro conta com 26.394 vagas, número que foi recentemente readequado às diretrizes estabelecidas pelo Plano Pena Justa.

Além da ampliação da capacidade, o acordo prevê medidas relacionadas às condições de habitabilidade das unidades e ao cumprimento adequado da execução penal, com a intenção de fortalecer tanto a segurança pública quanto as ações de ressocialização.

A expansão ocorre após um período sem a inauguração de novas unidades prisionais no estado. A última foi o então Instituto Penal Santo Expedito, atualmente denominado Presídio Djanira Dolores de Oliveira, em Bangu. A unidade feminina foi inaugurada em dezembro de 2019, com capacidade para 665 vagas.

O novo planejamento estabelece um cronograma de investimentos para os próximos três anos e pretende reorganizar a estrutura do sistema penitenciário fluminense, ampliando a oferta de vagas e adequando as unidades às exigências previstas no Plano Pena Justa.