Governo do Rio cria política de inteligência artificial para modernizar serviços públicos

Governo do Rio cria política de inteligência artificial para modernizar serviços públicos

Nova diretriz prevê uso responsável da tecnologia para agilizar processos, aprimorar o atendimento ao cidadão e ampliar a eficiência da administração estadual

O Governo do Estado do Rio de Janeiro instituiu, nesta quarta-feira (14), a Política de Inteligência Artificial Fluminense (PIAF), iniciativa que estabelece diretrizes para a utilização da tecnologia nos órgãos públicos estaduais. A proposta é reduzir a burocracia, tornar os procedimentos administrativos mais rápidos e oferecer serviços mais eficientes à população.

A política busca orientar a incorporação da inteligência artificial às atividades governamentais, permitindo que ferramentas tecnológicas auxiliem na análise de dados, no planejamento de ações e na execução de tarefas administrativas. A expectativa é otimizar o trabalho dos servidores e melhorar a qualidade do atendimento prestado aos cidadãos.

A coordenação da iniciativa ficará a cargo da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, da Secretaria de Estado de Transformação Digital e do Centro de Tecnologia de Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Proderj). O uso da inteligência artificial deverá seguir princípios como transparência, responsabilidade e proteção de dados, garantindo que a modernização dos serviços respeite os direitos da população.

Governança e controle

A PIAF prevê a criação de um Fórum de Inteligência Artificial, com participação de representantes do poder público, universidades, sociedade civil e setor produtivo. Também será instituído um Comitê de Ética, responsável por contribuir para o acompanhamento e a orientação do uso dessas ferramentas na administração estadual.

As estruturas deverão ajudar a estabelecer critérios para a adoção da tecnologia, buscando assegurar que os avanços digitais ocorram de maneira responsável, transparente e alinhada ao interesse público.

Participação de instituições e da sociedade

A construção da política contou com a colaboração de diferentes instituições, entre elas o Sebrae, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o Banco Mundial e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

Especialistas do governo, do meio acadêmico e do setor produtivo, além de representantes da sociedade civil, também contribuíram para a elaboração das diretrizes. A iniciativa incluiu uma pesquisa com cidadãos para identificar expectativas, preocupações e níveis de confiança em relação ao emprego da inteligência artificial nos serviços públicos.

A participação permitiu reunir diferentes perspectivas e identificar prioridades para aproximar a política das necessidades dos moradores do estado.

Servidores recebem capacitação

Paralelamente à implantação da nova política, o governo estadual vem promovendo a capacitação de servidores públicos para o uso da inteligência artificial. Os treinamentos são realizados em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Google.

As atividades abordam aplicações que podem facilitar tarefas cotidianas, auxiliar na interpretação de informações e simplificar procedimentos administrativos. A preparação dos profissionais busca ampliar o aproveitamento dos recursos tecnológicos e identificar oportunidades para tornar o funcionamento dos órgãos estaduais mais ágil.

Com a criação da Política de Inteligência Artificial Fluminense, o governo pretende estabelecer uma base comum para a utilização da tecnologia na administração pública, conciliando inovação, eficiência e segurança no tratamento das informações.

Arte/IA