Arte que inclui: exposição reúne trabalhos de alunos da Educação Especial em Nova Iguaçu
Mostra “Jardim das Artes” reúne pinturas de dez estudantes do Instituto Rangel Pestana e fica aberta ao público até 9 de novembro, com entrada gratuita

A arte ganhou espaço como ferramenta de expressão, inclusão e descoberta em Nova Iguaçu. A partir desta sexta-feira (25), a Galeria de Artes Fenig recebe a exposição “Jardim das Artes – arte como inclusão”, que reúne trabalhos produzidos por dez alunos da Educação Especial do Instituto Rangel Pestana. A iniciativa é promovida pela Fundação Educacional e Cultural de Nova Iguaçu (FENIG), em parceria com a Secretaria de Cultura.
A visitação é gratuita e poderá ser feita até o dia 9 de novembro. A mostra apresenta obras criadas por estudantes com idades entre 24 e 42 anos, que exploraram diferentes materiais e técnicas para transformar ideias, sentimentos e percepções em pinturas.

Durante o processo de criação, os alunos tiveram contato com obras de artistas como Vincent van Gogh e Romero Britto, além de pesquisarem diferentes possibilidades de pintura. A proposta não estabeleceu um tema único para os trabalhos. Cada estudante teve liberdade para escolher o que gostaria de representar nas telas.
Para produzir as obras, foram utilizados materiais variados, como tinta acrílica, algodão, esponjas, garrafas PET, cotonetes, garfos, moldes e fita crepe. A diversidade de recursos também estimulou a experimentação e permitiu que cada aluno encontrasse sua própria maneira de criar.
Entre as obras está “Lua linda”, de Fabrício Lima da Silva. Na pintura, o estudante retrata a lua a partir de uma experiência pessoal marcada pela admiração e pela tranquilidade que o astro lhe transmite.
A experiência artística também teve impacto no desenvolvimento pessoal dos participantes. Segundo as professoras Rosinete Moura da Silva e Luzia Rosana Barros, que acompanharam os alunos durante as atividades, o processo contribuiu para fortalecer a autoestima e ampliar a percepção dos estudantes sobre suas próprias capacidades.
Mais do que apresentar pinturas ao público, a exposição revela um processo de descoberta. Ao criar suas obras, os alunos tiveram a oportunidade de experimentar, escolher, se expressar e perceber que são capazes de produzir trabalhos autorais.














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