Informação e cuidado no centro do debate sobre a doença falciforme

Informação e cuidado no centro do debate sobre a doença falciforme

Encontro em São João de Meriti destacou acesso à saúde, diagnóstico e direitos da população negra

A Casa da Cultura da Baixada participou, em 27 de outubro, de uma palestra sobre a doença falciforme, realizada no Centro Cultural Meritiense, em São João de Meriti. A atividade marcou o Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doença Falciforme e promoveu uma conversa sobre conscientização, acesso ao tratamento e garantia de direitos.

Organizado pela Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com os conselhos municipais de Saúde e de Igualdade Racial, o encontro teve como palestrante o secretário municipal de Saúde, Dr. Carlos Neto. A data também coincide com o Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra e dialoga com o trabalho do Projeto Saúde das Mulheres Negras, desenvolvido pela Casa da Cultura.

Casa da Cultura da Baixada promoveu palestra sobre a doença falciforme

De origem genética e hereditária, a doença falciforme altera o formato dos glóbulos vermelhos e pode dificultar a circulação do sangue e o transporte de oxigênio. Crises de dor, anemia crônica, icterícia e maior propensão a infecções estão entre as manifestações possíveis. Embora não tenha cura, o acompanhamento médico contínuo ajuda a controlar os sintomas e a melhorar a qualidade de vida.

Durante a palestra, Dr. Carlos Neto apresentou dados divulgados na atividade segundo os quais a cobertura da atenção primária no município passou de 42%, em dezembro de 2024, para 77%. Ele também ressaltou o papel das Clínicas da Família no atendimento e orientou a população a procurar uma unidade básica de saúde para acompanhamento e, quando necessário, encaminhamento a especialistas.

“Por trás de cada número, há pessoas e famílias. A anemia falciforme pode representar menos de 1% da nossa população, mas isso não diminui a nossa responsabilidade com o cuidado. O diagnóstico é o ponto de partida, mas o tratamento precisa ser contínuo. Nosso compromisso é garantir informação, acolhimento, respeito e dignidade a todas as pessoas”, afirmou o secretário.

Leila Regina, assistente social da Casa da Cultura e presidente do Conselho Municipal de Igualdade Racial, destacou a importância de ampliar o debate sobre a saúde da população negra e compartilhar informações sobre direitos e cuidados. “Participar de uma palestra que fala de tudo isso é essencial. Espero que juntos nós consigamos ampliar ainda mais essas informações para outros segmentos da população e para outras pessoas”, disse.

A iniciativa reforçou a importância da colaboração entre instituições e serviços públicos para ampliar o acesso à informação e promover um atendimento humanizado às pessoas com doença falciforme.

 Foto: Jessica Coelho