Operações policiais no Chapadão e na Pedreira provocam tiroteios, fecham vias e deixam uma mulher morta na Zona Norte do Rio
Ações das polícias Militar e Civil causaram confrontos, interrupção do trânsito, desvio de linhas de ônibus e impacto em unidades de saúde; mulher morreu após ser atropelada por criminosos em fuga.

As operações realizadas pelas polícias Militar e Civil na manhã desta sexta-feira (31) nos complexos do Chapadão e da Pedreira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, provocaram intensos confrontos armados, fechamento de importantes vias, alterações no transporte público e momentos de pânico para moradores da região. Durante a ação, uma mulher morreu após ser atropelada por criminosos que tentavam fugir da polícia, um adolescente foi baleado e apreendido, e outras duas pessoas também ficaram feridas após serem atingidas pela motocicleta utilizada pelos suspeitos.
A Polícia Militar realizou uma operação no Complexo do Chapadão com o objetivo de remover barricadas instaladas por criminosos e reforçar o combate às atividades ilícitas na comunidade. A ação resultou na prisão de quatro suspeitos e na apreensão de um fuzil.
Ao mesmo tempo, agentes da Polícia Civil atuavam no Complexo da Pedreira para desarticular grupos envolvidos em roubos de cargas na região. Durante a operação, criminosos reagiram à abordagem e tentaram escapar em uma motocicleta, atropelando três pedestres durante a fuga.
A vítima fatal foi identificada como Jéssica Bruna da Silva, de 28 anos. Segundo informações, ela retornava da padaria levando pães para os dois filhos, de 5 e 1 ano de idade, quando foi atingida pela motocicleta dos criminosos. Com o impacto, bateu a cabeça no chão e morreu antes de receber atendimento médico. As outras duas vítimas atropeladas foram socorridas.
Itinerários de coletivos alterados

Ainda durante a operação da Polícia Civil, um adolescente que possuía mandado de apreensão expedido pela Justiça do Rio foi baleado, detido e encaminhado sob custódia.
Os confrontos provocaram a interdição temporária da Avenida Martin Luther King Jr. e da Estrada de Botafogo, onde criminosos chegaram a erguer barricadas para dificultar o avanço das forças de segurança. O bloqueio das vias gerou congestionamentos e obrigou o desvio de diversas linhas de ônibus.
Segundo o Rio Ônibus, as linhas 778 (Pavuna x Cascadura), 920 (Pavuna x Bonsucesso) e SVB665 (Pavuna x Saens Peña) tiveram seus itinerários alterados para preservar a segurança de passageiros e rodoviários enquanto duravam os confrontos.
Moradores da comunidade da Quitanda, em Costa Barros, relataram uma intensa troca de tiros ao longo da manhã. Em uma unidade municipal de saúde da região, pacientes e profissionais precisaram interromper os atendimentos e se deitar no chão para escapar das balas. Vídeos gravados no local mostram o desespero dentro da unidade enquanto os disparos eram ouvidos do lado de fora. Em uma das gravações, uma funcionária alerta que havia homens armados atirando nas proximidades do posto.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que quatro unidades localizadas nos complexos da Pedreira e do Chapadão permaneceram fechadas por questões de segurança, enquanto outras duas continuaram funcionando com restrições no atendimento.
Outro reflexo da violência ocorreu na 39ª Delegacia de Polícia (Pavuna), responsável pelo registro das ocorrências da região. A unidade permanece sem energia elétrica há dois dias, em consequência do forte vendaval que atingiu o Rio de Janeiro na última quarta-feira (29). Por causa da falta de luz, um dos presos conduzidos à delegacia precisou ser encaminhado para outra unidade policial. Um aviso afixado na entrada informa que não há previsão para o restabelecimento do serviço.
As operações seguem em andamento, e o policiamento foi reforçado na região para garantir a segurança da população e dar continuidade às ações de combate às organizações criminosas que atuam nos complexos da Pedreira e do Chapadão.














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