Rio recebe equipamentos antidrones e amplia combate ao crime organizado
Polícia Civil e Militar receberão dois dispositivos cada para combater o uso criminoso de drones. Estado também intensifica o bloqueio de celulares utilizados ilegalmente em presídios.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro recebeu, nesta quinta-feira (15), quatro equipamentos antidrones fornecidos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Os dispositivos serão distribuídos entre as polícias Civil e Militar, com o objetivo de ampliar a capacidade das forças de segurança no enfrentamento às organizações criminosas.
A entrega ocorreu na sede do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), durante um evento que também apresentou novas medidas para impedir o uso irregular de celulares e outros dispositivos de comunicação nas unidades prisionais.

Do total de equipamentos recebidos, dois serão destinados à Secretaria de Estado de Polícia Civil e outros dois à Secretaria de Estado de Polícia Militar. A tecnologia busca combater a utilização de drones por criminosos para acompanhar movimentações policiais, monitorar operações e transportar materiais ilícitos.
Bloqueio de celulares em presídios
Outro destaque do encontro foi a implementação do Programa Nacional de Neutralização de Comunicações Ilícitas em Estabelecimentos Penais, instituído pelo Decreto Federal nº 13.136/2026, publicado em 13 de outubro.
A iniciativa estabelece procedimentos para o bloqueio administrativo individualizado de dispositivos identificados em uso irregular dentro dos presídios. A proposta é impedir que aparelhos telefônicos sejam utilizados para coordenar atividades criminosas sem prejudicar as comunicações legítimas.
O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, destacou a importância da nova estratégia para reduzir a atuação de organizações criminosas a partir do sistema prisional.
Segundo ele, a possibilidade de bloquear especificamente os aparelhos utilizados de maneira ilícita permite combater a comunicação criminosa sem interromper indiscriminadamente os serviços de telefonia.

No Rio de Janeiro, as ações de bloqueio já vinham sendo testadas por meio de um projeto-piloto desenvolvido pela Secretaria de Estado de Polícia Penal, em parceria com o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e órgãos federais.
De acordo com a secretária estadual de Polícia Penal, Alessandra Odawara, a experiência possibilitou o bloqueio judicial de aproximadamente 700 aparelhos antes mesmo da publicação do decreto federal.
A secretária também informou que o estado foi pioneiro no acesso ao sistema da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) durante a fase experimental. Com a regulamentação federal e a parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), o trabalho passa a contar com procedimentos administrativos para ampliar o alcance das medidas.
A fase inicial também permitiu avaliar os efeitos dos bloqueios sobre usuários que não tinham envolvimento com atividades ilícitas, contribuindo para aperfeiçoar a aplicação da estratégia.
Reforço da fiscalização nas unidades prisionais
Paralelamente à adoção de novas tecnologias, a Polícia Penal fluminense vem intensificando as ações de fiscalização e inteligência para impedir a entrada e a circulação de materiais proibidos nos estabelecimentos prisionais.
Uma das iniciativas é a Operação Illicitus, que já resultou na apreensão de mais de 1.500 aparelhos celulares em ações realizadas no sistema penitenciário estadual.

Outra ofensiva ocorreu na noite de quarta-feira (14), durante a Operação Modo Avião, realizada por equipes federais e estaduais. Na ocasião, foram identificados 143 dispositivos em uso irregular nas unidades prisionais do Rio de Janeiro.
Após a identificação, os aparelhos foram bloqueados pela Anatel.
As medidas integram a estratégia de fortalecimento da segurança pública no estado, combinando recursos tecnológicos, ações de inteligência e fiscalização para dificultar a comunicação entre integrantes de organizações criminosas e reduzir a utilização de estruturas ilegais dentro e fora dos presídios.














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