Copacabana vira palco de mobilização em defesa da reeleição de Lula
Manifestação ocupou vários quarteirões da Avenida Atlântica nesta segunda-feira (12), reunindo militantes, estudantes, sindicalistas e lideranças políticas em uma ofensiva para conquistar votos e reduzir a abstenção no segundo turno.

A orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, foi tomada nesta segunda-feira (12) por apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em uma manifestação destinada a fortalecer a campanha pela reeleição e ampliar o apoio ao candidato na disputa presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O ato aconteceu na Avenida Atlântica e reuniu estudantes, famílias, sindicalistas, parlamentares e militantes de partidos de esquerda. Com bandeiras, camisas vermelhas e palavras de ordem, os participantes ocuparam parte da via e o calçadão da praia, transformando um dos principais cartões-postais da capital fluminense em cenário de mobilização eleitoral.

Por volta das 13h, a concentração estava nas proximidades do Posto 5, entre as ruas Barão de Ipanema e Xavier da Silveira. Cerca de meia hora depois, os manifestantes já se espalhavam por aproximadamente sete quarteirões da avenida, demonstrando a capacidade de mobilização dos apoiadores do presidente.
A movimentação também foi percebida no transporte público. As estações de metrô Cantagalo e Siqueira Campos, em Copacabana, além da estação de Botafogo, registraram grande circulação de passageiros durante o período da manifestação.
Mobilização busca conquistar novos votos
O protesto no Rio faz parte de uma série de atos organizados por apoiadores de Lula em diferentes regiões do país, em uma tentativa de ampliar a presença nas ruas e impulsionar a candidatura presidencial na reta decisiva da campanha.
No domingo (11), o presidente participou de uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, ao lado de aliados políticos e apoiadores. Durante o discurso, incentivou os eleitores a conversarem com pessoas que não compareceram às urnas no primeiro turno, reforçando a estratégia de reduzir a abstenção e ampliar a votação no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A campanha petista também aposta na aproximação com os eleitores indecisos e na tentativa de conquistar votos de pessoas que optaram por outros candidatos na primeira etapa da eleição.

No Rio de Janeiro, além do ato em Copacabana, a militância convocou uma nova mobilização para esta segunda-feira, em frente aos Arcos da Lapa, na região central da cidade.
Debate político também passa pela religião
Durante a manifestação em Copacabana, Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, também foi mencionada nos discursos. A questão religiosa ganhou espaço no debate eleitoral após a circulação de informações sobre uma suposta intenção de Flávio Bolsonaro de retirar o título de padroeira nacional da santa, alegação desmentida pela campanha do senador.
Lula não participou do ato carioca. O presidente permaneceu em Brasília, onde compareceu a uma missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, neste feriado nacional de 12 de outubro.
A manifestação na orla carioca evidencia a intensificação da disputa política a menos de duas semanas da votação decisiva. Com os dois campos eleitorais empenhados em ampliar suas bases de apoio, as ruas, as redes sociais e a busca por eleitores que não votaram no primeiro turno passaram a ocupar posição estratégica na corrida presidencial.
Fotos: Reprodução/TV Globo














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