Douglas Ruas defende diálogo entre os Poderes e promete foco no equilíbrio das contas do estado

Douglas Ruas defende diálogo entre os Poderes e promete foco no equilíbrio das contas do estado

Governador eleito fez seu primeiro pronunciamento em plenário após a eleição, destacou a importância da parceria com os deputados e alertou para o déficit superior a R$ 13 bilhões previsto no orçamento estadual de 2027.

O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), defendeu a união entre os Poderes, o diálogo político e a construção de consensos para enfrentar os desafios do estado. A manifestação ocorreu nesta terça-feira (13), durante seu primeiro discurso em plenário na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) após a eleição.

Atual presidente da Alerj, Ruas afirmou que pretende manter um relacionamento aberto com os parlamentares, independentemente de suas posições políticas. Segundo ele, a prioridade deve ser a busca por soluções para os principais problemas enfrentados pela população fluminense, especialmente nas áreas de segurança pública, educação e gestão estadual.

Ao defender a cooperação entre os deputados, o governador eleito ressaltou que as divergências partidárias não devem impedir a construção de iniciativas voltadas ao desenvolvimento do Rio de Janeiro.

O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas defendeu a união entre os Poderes

“Todos que aqui estão têm algo em comum: querer o bem do Estado do Rio de Janeiro”, declarou Ruas, ao defender um ambiente de convivência respeitosa e colaboração durante os próximos quatro anos.

Alerj terá agenda intensa até o fim do ano

Antes de assumir o comando do Executivo estadual, Douglas Ruas afirmou que continuará à frente do Legislativo e que pretende conduzir uma agenda de votações consideradas estratégicas para as finanças públicas.

Entre as prioridades estão as propostas encaminhadas pelo governo estadual relacionadas ao devedor contumaz e à transação tributária. As medidas deverão ser analisadas pelos deputados na próxima semana e fazem parte das discussões sobre a arrecadação e a situação fiscal do estado.

Outro assunto importante será a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027, que definirá a previsão de receitas e despesas do governo fluminense para o próximo exercício.

Ruas informou que permanecerá na presidência da Alerj até 5 de janeiro, quando deverá renunciar ao mandato parlamentar para assumir o governo estadual no dia 6 de janeiro.

Déficit bilionário preocupa futuro governador

A situação financeira do Rio de Janeiro foi um dos principais pontos abordados no pronunciamento. Douglas Ruas chamou a atenção para a previsão de um déficit superior a R$ 13 bilhões no orçamento de 2027 e defendeu uma avaliação rigorosa das contas públicas antes da aprovação da proposta orçamentária.

O governador eleito também destacou a importância de recuperar o histórico financeiro dos últimos cinco anos, buscando identificar medidas que possam contribuir para o controle das despesas e a recuperação do equilíbrio fiscal.

Nesse trabalho, ele pretende aproveitar os levantamentos e as análises produzidos pela Comissão Especial da Alerj de Contenção de Gastos, além de ampliar a discussão com a Comissão de Orçamento da Casa.

A proposta, segundo Ruas, é examinar as despesas e as receitas estaduais com atenção, identificar alternativas para reduzir o desequilíbrio financeiro e buscar condições para que o estado consiga cumprir seus compromissos.

Desafio será conciliar contas públicas e serviços à população

Ao encerrar o discurso, Douglas Ruas reforçou a necessidade de atuação conjunta dos parlamentares na elaboração de medidas capazes de melhorar a situação fiscal do Rio de Janeiro.

O futuro governador terá pela frente o desafio de administrar as contas estaduais em um cenário de déficit projetado, sem perder de vista as demandas da população por segurança, educação de qualidade e serviços públicos eficientes.

A disposição para o diálogo anunciada pelo presidente da Alerj sinaliza a intenção de construir uma relação de cooperação com o Legislativo. A capacidade de transformar esse compromisso em acordos políticos e medidas concretas será um dos pontos importantes para a condução do governo estadual a partir de janeiro.