Ruas e Paes iniciam nova fase da disputa pelo governo do Rio com foco em ampliar alianças e conquistar eleitores
Candidatos que avançaram ao segundo turno fazem balanço da campanha e miram os quase 3 milhões de eleitores que não votaram na primeira etapa da eleição


Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD) encerraram a primeira etapa da corrida pelo governo do Rio de Janeiro com discursos voltados para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Os dois candidatos aproveitaram esta segunda-feira (5) para avaliar o desempenho nas urnas e definir a estratégia para as próximas três semanas de campanha.
Douglas Ruas terminou o primeiro turno na liderança, com 4.271.199 votos, o equivalente a 49,27% dos votos válidos. O candidato do PL destacou que sua campanha conseguiu levar para o centro do debate as diferenças sociais e econômicas existentes entre os 92 municípios fluminenses.
Para Ruas, a estratégia adotada na primeira fase deverá ser mantida no segundo turno, com prioridade para o contato direto com os eleitores e a apresentação de propostas para diferentes regiões do Estado.
“A nossa campanha sempre foi focada em conversar diretamente com o eleitor. Utilizamos os veículos de comunicação e a propaganda eleitoral para falar diretamente com a população e apresentar as nossas propostas. É dessa forma que vamos seguir: mantendo o diálogo direto com o eleitor e mostrando o que pensamos para o futuro do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou.
Aos 37 anos, Ruas disputa pela primeira vez o comando do Palácio Guanabara. Formado em Direito e com pós-graduação em Gestão Pública, trabalhou como inspetor da Polícia Civil entre 2012 e 2016. Em São Gonçalo, ocupou a Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais e, posteriormente, foi eleito deputado estadual.
Em 2023, assumiu a Secretaria de Estado das Cidades e retornou à Assembleia Legislativa em março deste ano, quando foi eleito presidente da Alerj.
Paes aposta na reação
Eduardo Paes ficou em segundo lugar, com 3.706.984 votos, ou 42,76% dos votos válidos. O candidato do PSD agradeceu a votação e sinalizou que pretende ampliar sua presença em municípios onde não venceu na primeira etapa.
O ex-prefeito do Rio também fez um apelo aos eleitores que não compareceram às urnas. Para Paes, a elevada abstenção poderá ser um dos fatores determinantes do segundo turno.
“Queria agradecer muito a municípios como Valença, Levi Gasparian, Três Rios, que me deram a vitória já nesse primeiro turno e nós vamos ampliar isso”, afirmou.
Paes também convocou os eleitores da capital e de outras regiões do Estado a participarem da segunda votação.
“É muito importante que as pessoas exerçam sua cidadania para que o resultado das eleições seja aquele que, de fato, a maioria pensa”, acrescentou.
No início da tarde, Paes publicou um vídeo nas redes sociais no qual demonstrou confiança em uma virada no segundo turno. “Impossível é uma palavra que eu não conheço”, declarou.
Esta será a terceira tentativa de Paes de chegar ao governo estadual. Bacharel em Direito e ex-prefeito do Rio por quatro mandatos, ele tem como candidata a vice Jane Reis (MDB), irmã de Washington Reis, presidente estadual do MDB e ex-prefeito de Duque de Caxias.
Durante a campanha, Paes concentrou suas propostas principalmente nas áreas de segurança, saúde, educação e transporte, além de defender mudanças na organização da segurança pública do Estado.
Abstenção pode ser fator decisivo
Além da vantagem obtida por Ruas, o resultado do primeiro turno revelou um dado que deverá entrar no cálculo estratégico das duas campanhas: a quantidade de eleitores que não compareceram às urnas.
Dos 12.857.648 eleitores aptos no Estado, 9.859.802 votaram, enquanto 2.997.846 não compareceram, o equivalente a 23,32% de abstenção.
Com uma diferença de cerca de 564 mil votos entre os dois candidatos, a busca pelos eleitores que ficaram fora da primeira votação passa a ser uma das prioridades do segundo turno.
As campanhas retomam as agendas públicas nesta terça-feira (6), quando Ruas e Paes deverão intensificar viagens pelo interior, encontros políticos, participação em debates e ações de rua em busca dos votos que podem decidir quem comandará o Estado do Rio a partir de 2027.














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