Hospital estadual de Saquarema dobra capacidade da UTI Neonatal e passa a ter a segunda maior do Estado

Hospital estadual de Saquarema dobra capacidade da UTI Neonatal e passa a ter a segunda maior do Estado

.Unidade conta com equipamentos de alta complexidade, ampliou espaços e passou de 20 para 35 leitos para atendimento de recém-nascidos que precisam de cuidados especializados

O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, entregou, neste sábado (26), a expansão da estrutura do Hospital Estadual dos Lagos Nossa Senhora de Nazareth (HELagos), em Saquarema. Com novos equipamentos, ampliação de espaços e mais leitos, a unidade passou a ter a segunda maior UTI Neonatal do Estado do Rio, ampliando de 20 para 35 o número de leitos destinados a recém-nascidos que necessitam de cuidados intensivos e intermediários. A expansão responde a uma demanda da região e recebeu investimento de mais de R$ 6 milhões da Secretaria de Estado de Saúde.

O HELagos é a única maternidade de alto risco, pública ou privada, da Região dos Lagos, a contar com UTI Neonatal. Com a expansão, o hospital passou a contar com 18 leitos de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo) e 17 de Unidade de Internação (UI). Antes, eram 13 leitos de UTI Neonatal e sete de unidade neonatal.

O HELagos é a única maternidade de alto risco, pública ou privada, da Região dos Lagos, a contar com UTI Neonatal.

A unidade é referência da rede estadual em maternidade de alto risco e na assistência materno-infantil, atendendo moradores de mais de nove municípios: Araruama, Saquarema, São Pedro da Aldeia, Arraial do Cabo, Búzios, Rio das Ostras, Cabo Frio, Casimiro de Abreu, Iguaba Grande, Silva Jardim e entorno. Juntas, essas cidades reúnem cerca de um milhão de habitantes.

A entrega faz parte da reestruturação da rede estadual de Saúde, que inclui investimentos na ampliação da capacidade de atendimento e na modernização das unidades.

– A assistência a gestantes e recém-nascidos de alto risco exige uma estrutura hospitalar preparada para diferentes necessidades. A entrega desta unidade foi viabilizada pelo trabalho de equilíbrio das contas públicas e de racionalização dos gastos, permitindo ao Estado direcionar recursos para áreas essenciais como a Saúde. Com isso, foi possível ampliar os espaços destinados ao atendimento neonatal, dando melhores condições para o funcionamento desse serviço em uma maternidade de referência para a região – afirmou o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto.

Capacidade para a alta complexidade

A ampliação aumentou a capacidade do hospital para receber recém-nascidos que necessitam de cuidados especializados. Foram acrescentados quase 200 m² à área assistencial. O espaço da Terapia Intensiva Neonatal (TIN), por exemplo, passou de 86 m² para 163,06 m². Já a Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCINCo) foi ampliada de 47,11 m² para 169,86 m².

– Essa expansão reforça a capacidade do hospital de atender casos neonatais que demandam cuidados intensivos e intermediários, reduzindo a necessidade de transferência de pacientes e ampliando a oferta de atendimento especializado na rede estadual de saúde- destacou o secretário de Estado de Saúde, Ronaldo Damião.

A ampliação aumentou a capacidade do hospital para receber recém-nascidos que necessitam de cuidados especializados.
hospital passou a contar com 18 leitos de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo) e 17 de Unidade de Internação (UI).

A estrutura ampliada conta ainda com equipamentos de alta tecnologia voltados à assistência neonatal de alta complexidade, entre eles ventiladores pulmonares, monitores multiparamétricos, incubadoras e berços aquecidos.

A unidade também passou a contar com leito Canguru, destinado a recém-nascidos que já apresentam condições clínicas para esse tipo de cuidado. O modelo permite a participação dos pais e o contato pele a pele durante a recuperação, sempre com acompanhamento da equipe.

– O leito Canguru é importante na recuperação do recém-nascido. Quando o bebê apresenta condições clínicas para esse cuidado, a presença dos pais e o contato pele a pele passam a fazer parte da assistência, sempre com acompanhamento da equipe. É uma forma de fortalecer a participação da família enquanto o bebê segue sua evolução até a alta – explicou a coordenadora da UTI Neonatal do HELagos, Maria Carolina Porto.