Estado, BNDES e UFRJ firmam parceria para ampliar rede de metrô no Rio

Estado, BNDES e UFRJ firmam parceria para ampliar rede de metrô no Rio

Estudos vão avaliar a expansão da Linha 2 até a Praça XV, a extensão da Linha 4 até o Recreio e a implantação da Linha 3, ligando Rio, Niterói e São Gonçalo

O Governo do Estado do Rio de Janeiro deu mais um passo para ampliar e integrar o sistema metroviário da Região Metropolitana. Nesta sexta-feira (25), o Estado assinou um Acordo de Cooperação Técnica com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a COPPE/UFRJ para desenvolver estudos técnicos sobre novos trechos do metrô.

A parceria prevê análises para a expansão da Linha 2, entre Estácio e Praça XV, e da Linha 4, no trecho entre Jardim Oceânico, Terminal Alvorada e Recreio. O acordo também inclui estudos para a implantação da Linha 3, com uma ligação metroviária entre Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo.

Segundo o governador Ricardo Couto, os estudos serão fundamentais para aprofundar o conhecimento sobre as alternativas de expansão da rede e fornecer uma base técnica para futuras decisões do Estado.

“Esta parceria representa um passo importante para avançarmos no planejamento do transporte público do Rio de Janeiro, aprofundando o conhecimento sobre as possibilidades de expansão e integração do sistema metroviário. A partir desses estudos, teremos elementos técnicos mais consistentes para subsidiar as futuras decisões do Estado. Vamos buscar o melhor projeto possível”, afirmou.

Para Couto, parceria representa um passo importante para avançarmos no planejamento do transporte público do Rio

Linha 3 já tem estudos preliminares

Os trabalhos relacionados à Linha 3 já começaram na COPPE/UFRJ e apresentam resultados preliminares, ainda em avaliação, sobre possíveis alternativas de traçado. A análise considera características técnicas e territoriais que poderão orientar as próximas fases de definição do projeto.

Além da questão da mobilidade, os estudos deverão avaliar impactos socioeconômicos e ambientais e as oportunidades de desenvolvimento que podem surgir nos municípios e regiões atendidos pelos novos eixos metroviários.

Para a secretária de Transporte e Mobilidade Urbana, Priscila Sakalem, a expansão da rede poderá contribuir não apenas para melhorar o deslocamento da população, mas também para estimular o desenvolvimento das áreas atendidas.

“A expansão de meios estruturantes como o metrô vai alavancar o transporte e o desenvolvimento”, afirmou.

Parceria envolve situação financeira do Estado

Durante o encontro, o secretário de Fazenda, Guilherme Mercês, destacou que a cooperação ocorre paralelamente às negociações para a renegociação da dívida do Estado com o BNDES. A proposta busca reduzir custos e ampliar os prazos de pagamento, criando maior espaço fiscal para investimentos.

Mercês relacionou o avanço dos projetos de infraestrutura ao esforço do governo para equilibrar as contas públicas e estimular a atividade econômica.

O Estado assinou um Acordo de Cooperação Técnica com o BNDES e a COPPE/UFRJ

“Estamos fazendo um trabalho de corte de despesas e de aumento da receita, mas o crescimento consolidado da arrecadação só virá com o desenvolvimento econômico. E projetos como esse são essenciais nesse trabalho”, disse.

O diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, ressaltou a importância da retomada da parceria entre o banco e o Governo do Estado.

“Para nós, retomar o diálogo e a parceria com o Estado do Rio é muito importante e agora isso está sendo possível”, afirmou.

O acordo reúne as estruturas técnicas e institucionais do Governo do Estado, BNDES e COPPE/UFRJ para aprofundar a análise das alternativas de expansão da rede metroviária e apoiar o planejamento da mobilidade na Região Metropolitana do Rio.

Também participaram da reunião o secretário de Estado de Segurança Institucional e presidente do Instituto Rio Metrópole, Roberto Leão; a superintendente da área de Soluções para Cidades do BNDES, Luciene Machado; e o professor da COPPE/UFRJ Gladyston Mattos Ribeiro.